Mostrar mensagens com a etiqueta cromos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cromos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Cromos do Belenenses

.
João Belo

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Cromos do Belenenses

.
Calila



Calila foi um avançado irrequieto e rapidíssimo que representou o Belenenses durante duas épocas.
Na sua primeira temporada no Belém (1995/1996) saltou muitas vezes do banco de suplentes para marcar golos decisivos que lhe valeram o reconhecimento como “jogador-talismã” de João Alves (o treinador de então) ou como “arma-secreta” do Belenenses.

Lá diz a sabedoria popular que “filho de peixe sabe nadar”; e o filho de Calila, também conhecido como Calila, joga actualmente como avançado nas escolinhas do Belenenses, onde a miudagem, entre brincadeiras, vai adquirindo hábitos competitivos e essencialmente vai aprendendo as virtudes de ser Belenenses.
A este respeito, recomendo vivamente uma visita ao Blogue Os Pastéis, que desde já aproveito para parabenizar pelo excelente trabalho desenvolvido em prol dos futuros craques do Belenenses... o futuro passa por eles!



Dados pessoais e histórico do jogador retirados de ForaDeJogo.net

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Cromos do Belenenses

.
Isidro

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Cromos do Belenenses

.
Godinho


Numa altura em que o Belenenses parece estar com dificuldades em segurar dois jovens jogadores provenientes dos seus escalões de formação e que ainda têm tudo para aprender; numa altura em que dois jovens jogadores provenientes dos escalões de formação do Belenenses e que ainda têm tudo para aprender parecem estar com dificuldades em manter a cabeça no Clube que os formou e catapultou para a ribalta, aqui fica o cromo de um jogador formado no Belenenses com muito para ensinar e que sempre primou pela sua dedicação e amor incondicionais ao Clube de Futebol “Os Belenenses”.

Godinho, assim ficou conhecido por passear toda a sua classe e todo o virtuosismo do seu pé esquerdo com a azulinha mágica vestida.
Diz-se que após deixar de jogar em representação do Belenenses exigiu dos clubes interessados nos seus serviços uma cláusula no seu contrato que o impedia de jogar contra a sua equipa do coração, o Belenenses.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Cromos do Belenenses

.
Homero Serpa


Numa altura em que as referências escasseiam no Belenenses e numa altura em que o Belenenses cada vez mais necessita de referências, partiu mais uma referência do Belenenses, uma referência entre as referências.

Escrever sobre Homero Serpa é tarefa ingrata porque sobre Homero Serpa está tudo dito e sempre tudo fica por dizer.
Mas, como ao Mundo desceu uma existência grandiosa, uma coisa é certa:

O seu nome era Homero Serpa,
E a sua memória será perpétua!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Yaúca

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Vitor Cabral


Vitor Cabral, um keeper à moda de outros tempos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Hertz


Hertz Alcântara, nascido a 1 de Novembro de 1951, foi um médio brasileiro que o Belenenses recrutou ao Sp. Gijón de Espanha e que completou duas temporadas de Azul vestido (1978/1979 e 1979/1980).

Agradecem-se quaisquer informações adicionais a respeito deste antigo jogador do Belenenses.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Lula



Luiz Bonfim Marcos, assim se escreve o nome de um dos melhores defesas-centrais que passou pelo Belenenses nos últimos tempos e que deixou saudades: Lula.

Vindo do Brasil, Lula começou a jogar em Portugal ao serviço do Famalicão, onde cumpriu 4 épocas (1988-1992); voltou ao Brasil durante 18 meses para representar o S.Paulo e o Santos; em Janeiro de 1994 regressou a Portugal como reforço do Sporting, onde nunca se impôs; regressou ao Brasil por alguns meses para jogar no Curitiba; até que assinou pelo U.Leiria na época 1994/1995.

Lula ingressou no Belenenses na época 1995/1996 proveniente do União de Leiria, numa transferência envolta em alguma polémica uma vez que o clube da cidade do Lis garantia ter contrato com o atleta.
Polémicas à parte, o certo é que Lula, aos 29 anos de idade, acabou mesmo por representar o Belenenses.

Este defesa-central que fez parte dos pré-convocados do Brasil para o Mundial 90, destacava-se pelo seu físico impressionante e força brutal, era um daqueles jogadores que impõem respeito só de olhar, e caracterizava-se por ser um central de marcação intransponível, duro como o betão e agressivo como um furacão.
Senhor de uma enorme cultura táctica e de um apurado sentido de colectivo, era imperial no jogo aéreo e sólido a defender junto à relva.
Quem o viu jogar não esquece facilmente a sua forma peculiar de correr: de passada ampla, meias puxadas para baixo até ao limite da caneleira, bochechas alternadamente enchidas e desenchidas de forma aerodinâmica, assemelhava-se a uma locomotiva em contra-relógio.


No Belém, naturalmente logo se assumiu na equipa como titular indiscutível, formando uma poderosa tripla de centrais com Paulo Madeira e Pedro Barny, bem auxiliada nas laterais por Neves na direita e sobretudo por Fernando Mendes na esquerda.
Foi muitas vezes o último homem a defender e através dos seus desarmes e recuperações de bola tornava-se no primeiro homem a lançar o ataque.
Lula foi a voz de comando e líder inquestionável da defesa Azul versão 1995/1996, estatuto que lhe valeu a promoção a capitão de equipa após a deserção de Mauro Airez para o Benfica.

Na sua única época como jogador do Belenenses actuou em 25 jogos completos, 4 jogos incompletos, foi por 13 ocasiões admoestado com a cartolina amarela e por 3 ocasiões admoestado com a cartolina encarnada, tudo num total de 2538 minutos de tempo de utilização no campeonato.

A temporada espectacular que realizou despertou a cobiça do Porto que o contratou, pouco utilizado ao cabo de 2 anos rumou ao Brasil para representar o Vitória da Bahia durante uma época, voltou depois a Portugal para jogar na II Liga ao serviço do Paços de Ferreira.
Experimentou ainda o exótico campeonato chinês antes de regressar ao Brasil, onde já veterano e em equipas secundárias encerrou a sua carreira de futebolista.

Dados pessoais do jogador retirados de zerozero.pt

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Jaime


Jaime das Mercês é um daqueles (ex-)jogadores de futebol cujo nome é indissociável do Clube de Futebol “Os Belenenses”.
Proveniente do Amora, actuou ao serviço do Belém durante 9 épocas consecutivas (1983/1984 a 1991/1992), registo de fidelidade raríssimo nos dias que correm neste fenómeno do futebol moderno em que o sentimento de pertença ou identificação com um determinado clube é uma quase-utopia entre jogadores profissionais de futebol.

Como jogador caracterizava-se por ser um extremo-direito à moda antiga, que fazendo uso da sua técnica e velocidade causava grandes dificuldades ao opositor que se lhe apresentasse pela frente.
No Belém sempre se exibiu a um nível superior, pois era um jogador de enorme dignidade em campo, com grande entrega ao jogo e que honrava a azulinha mágica da Cruz de Cristo desafio após desafio.


Ao serviço do Belenenses coleccionou 9 internacionalizações pela Selecção principal de Portugal e venceu a Taça de Portugal na época 1988/1989.
Por outro lado, nunca escondeu a sua mágoa pela derrota na final da Taça de Portugal da época 1985/1986, pela descida à II Divisão de Honra em 1990/1991 e pela sua saída do plantel após a subida de Divisão em 1991/1992 quando era o capitão de equipa.

Consumada a sua saída do Restelo aos 29 anos de idade, ainda espalhou a sua classe pelos campos de futebol até à veterania, através de passagens pelo Vitória de Setúbal, Ovarense, Amora, Desportivo de Beja e Atlético Clube de Portugal.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Embé


Nome: Embé

Data de Nascimento: 13/11/1973

Nacionalidade: Camaronesa

Posição: Avançado

Épocas no Belenenses: ½ época o início do ano de 1994 o avançado camaronês David Embé de 20 anos de idade chegou ao Restelo na companhia do seu compatriota Honi Serge para representar o Belenenses.

Quando Embé assinou pelo Belém, apesar de desconhecido em Portugal, era apontado como uma das maiores promessas do futebol africano.

Oriundo do clube dos Camarões, Racing Bafo, onde em 3 épocas como sénior havia apontado 38 golos, o jogador registava ainda presenças no Mundial Sub-20 anos de 1993 na Austrália, onde marcou um golo; no Campeonato Africano das Nações (CAN) Sub-20 anos de 1993, onde se sagrou o melhor marcador da competição com 7 golos; e algumas internacionalizações pela selecção principal do seu país.

Na sua fugaz passagem pelo Belenenses, as suas exibições demonstraram que se tratava essencialmente de um avançado móvel, de técnica apurada e com apetência pelo golo, contudo, a sua inexperiência e irreverência aconselhavam um trabalho aprimorado em tempo consistente de forma a lapidar todo o seu potencial.

O seu estatuto de jovem-prodígio valeu-lhe a presença entre os convocados da selecção dos Camarões para a fase final do Campeonato do Mundo dos Estados Unidos em 1994, certame onde marcou um golo à Suécia em jogo a contar para a fase de grupos.

Talvez deslumbrado por mundos e fundos capazes de iludir um jovem em início de carreira, forçou a sua saída do Belenenses, qual leão indomável, e rumou ao Larissa da Grécia onde em 2 épocas marcou 25 golos.

Toda a sua carreira de futebolista foi construída numa base nómada, através de passagens por diversos campeonatos como o francês ao serviço do Rennes, o mexicano ao serviço do UAG Tecos, o chinês ao serviço do Shanghai Shenhua, o peruano ao serviço do Deportivo Municipal, o russo ao serviço do Chernomorets Novorossiysk e o norte-americano ao serviço do New England Revolution.

Nota: À falta de uma imagem representativa da passagem de Embé pelo Belenenses, fica o cromo ilustrativo da sua presença no Mundial 1994 enquanto era jogador do Belenenses.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Pacheco



Pacheco assinou pelo Belenenses no mercado de inverno relativo à época 1995/1996, após um breve período de inactividade depois de ter cessado o vínculo contratual que o ligava ao Sporting.
Quando ingressou no Belém, era, aos 31 anos de idade, um jogador categorizado a nível nacional por ter já representado em bom nível o Benfica durante 6 épocas, o Sporting durante 2 épocas e por registar 6 internacionalizações ao serviço da Selecção Nacional AA.

Pacheco caracterizava-se por apresentar atributos raros do comum futebolista português, já que alinhava como um puro extremo-esquerdo.
O seu pé esquerdo emprestava técnica ao jogo, a sua velocidade dinâmica, os seus dribles imprevisibilidade e as suas movimentações repentismo a um futebol tipicamente desequilibrador.
Marcava frequentemente os seus golos, mas, era sobretudo, um especialista a produzir assistências para golo.


Porém, no escasso tempo que habitou no Restelo, talvez fustigado por carregar algumas lesões arreliadoras, nunca conseguiu impor-se como titular de um conjunto Azul recheado de bons jogadores e exemplarmente orientado por João Alves, denotando atravessar já o declínio das capacidades que o notabilizaram como um jogador extremamente perigoso para as balizas adversárias.
Em meia-época no Belenenses alinhou apenas em 6 jogos incompletos num total de 143 minutos de tempo de utilização no Campeonato.


Dados pessoais e histórico do jogador retirados de zerozero.pt

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Mariano Amaro


Mariano Amaro era um produto típico de Alfama. As raízes da vida estenderam-se aos genes do craque. Um jogador de geração espontânea, um intuitivo do futebol. No campo era o que era na alma. Por isso, tudo o que o rapaz modesto e simples, arrancado às ruas de Lisboa e tipicamente alfacinha em tudo — até naquele seu andar gingão e afadistado —, fazia em jogo dava a sensação de ser resultado de mil congeminações, de exaustivos treinos. Foi assim que Vítor Santos, naquele seu jeito apaixonante de amassar a psicologia do futebolista com a poesia do jornalismo, lhe traçou o retrato. «Amaro transmitiu-nos sempre a sensação de que nascera com aquilo dentro de si: um sentido de futebol fácil, fluído, natural, não só quanto a execução, mas, principalmente, quanto a uma extraordinária percepção dimensional do jogo, dentro das quatro linhas do rectângulo. Quase nos apetecia dizer, se não fôssemos ferir certos ouvidos mais sensíveis, que Mariano Amaro foi um pequeno Einstein da bola que, sem o menor esforço ou consumidora determinação, descobriu a quarta dimensão do jogo, dando-lhe uma amplitude que talvez nenhum outro jogador português soube, primeiro imaginar, e, depois, explorar como seria aconselhável.»


(Mariano Amaro, de braços cruzados ao lado do guarda-redes, na equipa Campeã de Lisboa 1943/1944)

Como jogador de fina intuição, genuíno de processos, imprevisível nos golpes de génio, quase como Marceneiro na voz do fado, Mariano Rodrigues Amaro, que cedo abandonou o seu ofício de torneiro de metais para se dedicar de alma e coração ao futebol, era um daqueles faz-tudo da bola, capazes de jogar bem em qualquer lugar. Começara a jogar, oficialmente, em 1931/32, pelo Adicense, mas, nos dois seguintes anos limitou-se a jogar futebol de... praia. Ou a nadar no Tejo. Em 1934, inscreveu-se, enfim, no Belenenses. Não foi preciso esperar muito para se tornar o ídolo por que ansiavam todos aqueles que viviam ainda na nostalgia de Pepe...
Com a Cruz de Cristo ao peito, jogaria em todas as posições, até ao guarda-redes. Mas seria como médio-centro que se imporia como estrela de primeira grandeza. Foi em 1935. E assim surgiu a tal quarta dimensão do jogo a que se referiu Vítor Santos. «Ficaram célebres os seus passes e cruzamentos, em especial aquele típico varar do campo com a bola — uma bola verdadeiramente com olhos — a surgir atrás do defesa e à frente do extremo, no flanco contrário. Aquilo era do Amaro — apenas do Amaro, um jogador que dominava um campo como Rommel dominou o deserto.»


(Mariano Amaro, o primeiro jogador a contar da esquerda para a direita em cima, na equipa Campeã Nacional 1945/1946)

Quando Cândido de Oliveira tomou o comando técnico do Belenenses, Mariano Amaro juntou ao jeito rebelde de ser e de jogar uma nova consciência. Social. Se isso lhe deu o carisma que fez com que, naturalmente, assumisse, à entrada para os anos 40, o cargo de capitão da Selecção Nacional, também lhe marcou o destino. Que pior poderia ter sido. Era um líder incontestado. Apaixonante. Mas, em Novembro de 1947, seria despojado do esta-tuto de capitão por questões... políticas, que a censura salazarista manteria, anos a fio, no segredo dos deuses... Nesse ano, antes de um Portugal-Espanha, como começava a ser costume, as equipas perfilaram-se diante da tribuna principal para saudar as entidades oficiais, com o braço erguido. Saudação fascista que eufemisticamente se chamava... olímpica. Três jogadores, todos eles do Belenenses, treinado por Cândido de Oliveira, não fizeram a saudação de braço em riste: Artur Quaresma deixou-se ficar em sentido, José Simões e Mariano Amaro foram mais longe e cerraram os punhos! No campo, mal se deu por isso, mas, depois, a revista Stadium publicou a fotografia, com uns dedos pintados, espetados, à frente das mãos fechadas — boa terá sido a intenção, mas mau foi o retoque. Ficou o gato escondido com o rabo de fora. A bronca estoirou. Os três jogadores chegaram a ser detidos pela PIDE, para averiguações, mas acabaram libertados, salvos, afinal, pela sua qualidade de futebolistas, já que se fossem atirados para os calabouços não haveria hipótese de se encobrir o escândalo, ter-se-ia de explicar porque não jogavam nos domingos seguintes. Decisiva terá sido a influência do capitão Maia Loureiro, figura grada da FPF e homem de confiança do regime, que garantiu que os futebolistas já se tinham desculpado pela «criancice» e prometido nunca mais «repetir a gracinha»...


Boémio e fadista

Meio profissional, meio boémio, trocista com ares de... fadista, Mariano Amaro tornou-se uma das mais poéticas figuras da Lisboa fervilhante dos anos 30 e 40. Porque ele não era apenas um notável jogador de futebol. Era um amante dos pequenos prazeres da vida, que Aurélio Márcio descreveu assim: «Treinava-se de manhã, passava à tarde pelo café Nicola, saía com a rapariga que escolhia entre as muitas que se lhe davam, terminando a noite na jogatina. E sobre tudo isto era um jogador excepcional...»


(Mariano Amaro, o quinto jogador a contar da esquerda para a direita em cima, na Selecção Portuguesa)

Prejuízos de coração

O Belenenses foi o seu clube de sempre. Scopelli, dizendo-lhe que tinha lugar em qualquer equipa do Mundo, quis levá-lo para a Argentina. «Estive meio tentado, mas a mulher pediu-me muito para não ir, não fui.» Várias vezes lhe acenaram com muito dinheiro do Sporting. E do F. C. Porto. «Foi o Pinga que me quis levar, disse-me que iria ganhar o mesmo que ele. Nessa altura ele recebia um conto e quinhentos por mês a posta de bacalhau custava 15 tostões.» O coração fê-lo ficar outra vez nas Salésias. E perder muito dinheiro. Que sempre serviria para compensar as agruras dos seus últimos dias de vida. Pouco antes de morrer recebia de reforma da função pública nove contos por mês, porque só em 1970, falhadas as muitas tentativas como treinador, começara a trabalhar nos telefones.

Textos retirados de “100 figuras do futebol português”, uma publicação do jornal “A Bola”.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Pepe


24 de Outubro de 1931: Morreu o Pepe!

A notícia caíu como uma bomba e correu célere em todo o país.
Vítima de envenenamento, logo os paparazis daquele tempo espalharam a boataria de um crime romanceado com o envolvimento de uma namorada.
Não era verdade. Não houve crime.
Apenas uma casual e terrível tragédia em que perdeu a vida um jovem e talentoso futebolista, numa época em que os jogadores de futebol não viviam da bola, tinham como principal rendimento o salário do emprego onde trabalhavam.
Naquela fatídica manhã, o Pepe saíu cedo de casa, levando numa marmita o almoço que a mãe lhe preparara na véspera, longe de saber que um chouriço metido num pedaço de pão não estava em condições e causou a morte do filho.


Quem foi Pepe?

Um jovem e talentoso futebolista, um garoto da praia, que nasceu em Belém, e viveu apenas 23 anos (30/01/1908 a 24/10/1931) no rez-do-chão de um prédio da Rua do Embaixador, próximo do antigo Campo das Salésias, do seu único clube, o Belenenses.
De nome completo, José Manuel Soares, era conhecido por Pepe porque usava uma boina à espanhola.
De corpo franzino, irrequieto e invulgar sentimento de oportunidade na área defensiva do adversário, tornou-se um famoso goleador, sendo raros os seus remates não certeiros de direcção.
Começou a jogar com 16 anos e, após uma curta passagem pelas categorias jovens, estreou-se com 18 anos, na equipa principal em 28 de Fevereiro de 1926, no Campo das Amoreiras, marcando o golo da vitória do Belenenses por 5-4 ao Benfica, num jogo do Campeonato de Lisboa.


A partir de então não mais deixou de ser titular no seu Clube, com um apreciável currículo, numa curta carreira de cinco temporadas: 2 vezes Campeão de Portugal (1926/1927 e 1928/1929) mais uma finalista (1925/1926 – 0-2 com o Marítimo), 3 vezes Campeão de Lisboa (1925/1926, 1928/1929, 1929/1930) e vice-campeão (1926/1927).
Estreou-se com 18 anos na Selecção de Portugal, em 16/03/1937, vencendo a França, 4-0 e marcando 2 golos.
Foi internacional olímpico em Amesterdão (3 jogos e 2 golos).
E, ao todo de 16/03/1927 a 23/02/1930, poucos meses antes da sua morte, totabilizou: 14 internacionalizações com 6 vitórias. 2 empates. 6 derrotas -marcando, nesses jogos, 7 golos.

Texto do jornal Record aquando da efeméride dos 66 anos da morte de Pepe.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Basaúla



Texto gentilmente escrito por Alberto de Castro Abreu, editor do blogue Glórias do Passado.

Basaula Lemba, nasceu na cidade de Kinshasa, antigo Zaire, em 3/03/1965, e com apenas 21 anos de idade chegou à cidade de Guimarães, juntamente com os compatriotas N´Dinga e N´Kama, pela mão do controverso empresário Valter Ferreira, para representar o Vitoria SC na época de 1986/87.

Depois de 3 anos consecutivos em que foi emprestado pelos vimaranenses ao Elvas e depois ao Estrela da Amadora (2 épocas onde conquistou uma Taça de Portugal), fixou-se definitivamente em Guimarães, onde representou o Vitória durante quase 5 temporadas consecutivas. No Vitória Basaula foi em alguns anos titular, em outros um suplente bastante utilizado, ao estilo de arma secreta.

Caracterizava-se, essencialmente, pela sua velocidade e poder de explosão típico do jogador africano. Este jogador de baixa estatura, internacional pelo seu pais, era dotado de uma técnica individual de destaque a que recorria sistematicamente para ludibriar os adversários, todavia, pecava pela falta concentração táctica, característica também bem ao jeito do futebolista africano.

Em Novembro de 1994 deixou o Vitoria de Guimarães e rumou ao CF Belenenses, pela mão do treinador João Alves, o técnico que em Portugal terá mais apreciado as qualidades de "Basa", forma carinhosa como era tratado pelos colegas.

Depois de algum tempo de inactividade, alinhou ainda por equipas portuguesas FC Tirsense, Moreirense, Vasco da Gama de Sines e o União de Montemor, clube onde colocou termo a sua carreira de futebolista.


Dados pessoais e histórico do jogador retirados de zerozero.pt

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Cromos do Belenenses

.
César Brito



César Brito ingressou no Belenenses na temporada 1995/1996 proveniente do Benfica.
Quando assinou pelo Belém com 31 anos de idade, depois de ter sido dispensado pelo clube da Luz, muito se especulava se ainda estariam intactas as capacidades que levaram o jogador a permanecer durante 8 épocas no Benfica e que o levaram a ser habitualmente chamado aos trabalhos da Selecção Nacional AA onde cumpriu 14 internacionalizações e marcou 2 golos.

Como jogador caracterizava-se por ser um atacante hábil, rápido e dotado de alguma técnica, com espaço tornava-se verdadeiramente perigoso para as balizas contrárias já que se movimentava e posicionava com inteligência no interior da grande-área.
Apesar de nunca ter sido um verdadeiro ponta-de-lança matador, sempre marcava os seus golos.

Estaria então César Brito acabado para o futebol?
A resposta inequívoca é não!
Bem pelo contrário!
E César Brito provou-o em campo!

Tirando duas lesões que o afastaram do onze durante alguns jogos, César Brito assumiu-se como titular de uma equipa, com um forte pendor ofensivo, idealizada por João Alves.
A experiência acumulada ao longo da sua carreira aliada às suas capacidades inatas tinham refinado o seu futebol, tornando-o num jogador mais maduro e confiante.
Revelou-se de grande utilidade para o conjunto Azul durante uma época bem conseguida, em que realizou boas exibições e marcou golos importantes.
Com 9 remates certeiros sagrou-se o melhor marcador do Belenenses versão 1995/1996.


Dos nove importantes golos que marcou, há a destacar um pela sua espectacularidade.
Contra o União de Leiria, em jogo disputado no Restelo, marcou um golo soberbo através da execução magistral de um pontapé-de-bicicleta a culminar uma brilhante jogada de entendimento colectivo, levando ao rubro os adeptos que festejaram efusivos (ver vídeo).



Na sua única temporada no Belenenses realizou 9 jogos completos, 16 jogos incompletos, marcou 9 golos, foi por 6 vezes admoestado com a cartolina amarela e uma vez com a cartolina vermelha, tudo num total de 1565 minutos de tempo de utilização no Campeonato.
No final da época transferiu-se para o Salamanca com o treinador João Alves e com tantos outros jogadores do Belenenses.


Dados pessoais e histórico do jogador retirados de zerozero.pt

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Abílio



Quando Abílio se juntou ao plantel do Belenenses na época 1994/1995 por empréstimo do Porto, era já um jogador reconhecido no Campeonato Português em consequência das 3 épocas consecutivas em que actuou a bom nível no Salgueiros.

Apesar de Abílio ter feito carreira como centro-campista, curiosamente no Belenenses actuou quase sempre como lateral-direito, a primeira posição que conheceu quando se iniciou como profissional de futebol.
Na única época em que representou o Belém demonstrou ser um jogador empreendedor pelo seu corredor ao longo dos 21 jogos (1 golo) em que actuou, no entanto, talvez por não ter jogado onde fazia de facto a diferença, não atingiu as performances com que posteriormente brindou os adeptos do futebol refinado e inteligente.

Depois de abandonar o Belenenses retornou ao Salgueiros onde realizou uma sucessão de épocas espectaculares, brilhando sempre intensamente, revelando-se a verdadeira “alma” do conjunto salgueirista.
Foi no Clube de Paranhos que se assumiu definitivamente como médio versátil, como jogador de excelente técnica e de uma extraordinária visão de jogo, um autêntico geómetra que com os seus passes colocou sempre de forma cerebral todo o colectivo encarnado em movimento, isto porque a sua percepção dimensional dentro do rectângulo de jogo aliada à sua capacidade individual conferia-lhe a sabedoria de entender o que poucos jogadores conseguem: conhecer a quarta dimensão do jogo.

Mais tarde, ainda passou pelo Campomaiorense, pelo Desportivo das Aves e pelo Leixões, clubes onde demonstrou que a sua experiência deu mais classe ao seu futebol, e onde, tal como no Salgueiros, todos os seus treinadores o encarregaram de executar os lances ofensivos de bola parada, tarefa em que sempre foi especialista.

Como pontos altos da carreira de Abílio destacam-se as épocas em que conduziu em campo o Salgueiros à UEFA, o Leixões (na altura na II Divisão B) à final da Taça de Portugal e à participação na UEFA.
Abílio encerrou a sua carreira de futebolista profissional já na veterania dos seus 37 anos de idade ao serviço do Leixões, emblema onde se havia estreado como jogador sénior e onde iniciou a sua carreira como treinador de futebol.


Dados pessoais e histórico do jogador retirados de zerozero.pt

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Zoran Ban



Zoran Ban chegou ao Belenenses na época 1994/1995 emprestado pela Juventus de Itália e creditado como sendo um ponta-de-lança goleador.
Apesar de ter ingressado no Belém ainda muito jovem era já um jogador de categoria reconhecida já que se tratava de um internacional croata que a Juventus havia contratado sob o desígnio de “novo Boksic”.

Como jogador caracterizava-se por ser fisicamente muito alto, forte e possante; atributos que lhe permitiam ser exímio a segurar a bola de costas para a baliza e especialista a finalizar tanto com os pés como com a cabeça: era (dizia-se) o típico homem-de-área com instinto goleador.
No Belenenses es(ban)jou a oportunidade de confirmar todo o seu talento e potencial devido a uma complicada adaptação a Portugal e ao futebol português e também em resultado de uma lesão gravíssima que o afectou durante um longo período de tempo no decorrer da única temporada em que equipou de Azul com a Cruz de Cristo ao peito.

Ao longo de toda a sua carreira foi demonstrando não conseguir ser o jogador do epíteto que levou a Vecchia Signora a contratá-lo, nem tão pouco confirmou o auguro de certos arúspices que lhe adivinhavam um futuro brilhante e genial.
Zoran Ban foi essencialmente um jogador mediano.


Dados pessoais e histórico do jogador retirados de zerozero.pt

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Tulipa



O ingresso de Tulipa no Belenenses na época 1994/1995 está directamente relacionado com a transferência de Emerson de Belém para o Porto, cujos contornos do negócio são sobejamente conhecidos.

Este jogador campeão mundial de sub-20 em 1991, sentiu algumas dificuldades para se impor como titular da equipa Azul (6 jogos e 1 golo) acabando por ser cedido ao Salgueiros na reabertura do mercado.
Na segunda metade da época, já na equipa de Paranhos, demonstrou todo o seu potencial e realizou 21 jogos e marcou 6 golos.

Na temporada seguinte (1995/1996), o Belenenses tinha como treinador João Alves, que foi contratado para render José Romão pouco depois de Tulipa ter sido emprestado ao Salgueiros.
O Luvas Pretas, o primeiro manager do futebol português, operou uma gigantesca revolução no plantel do Belém.
Uma das suas apostas foi fazer regressar Tulipa e vinculá-lo em definitivo ao emblema da Cruz de Cristo.


O médio de características ofensivas agradeceu a confiança em si depositada e embalou para aquela que provavelmente terá sido a sua melhor época desportiva de sempre e também a sua última no Belenenses.
Fazendo uso da sua técnica, visão de jogo, mobilidade e facilidade de remate assumiu-se naturalmente como o coordenador do jogo ofensivo da equipa.
Alinhou em 27 jogos, marcou 5 golos, e foi chamado à Selecção Portuguesa onde cumpriu a sua primeira e única internacionalização enquanto jogador sénior.

Actualmente, Tulipa é o treinador da equipa do Estoril, depois de já ter orientado as equipas do Ribeirão e da Ovarense; foi na equipa vareira que iniciou há duas épocas a sua carreira de técnico de futebol.


Dados pessoais e histórico do jogador retirados de zerozero.pt

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Cromos do Belenenses

.
Montalegre



Francisco Cunha, alcunhado por “Montalegre” no mundo do futebol por ser natural de Monte Alegre no Brasil, chegou ao Restelo na temporada 1993/1994 para representar o Belém.
Montalegre actuava preferencialmente na posição de trinco, contudo, adaptava-se com naturalidade à posição de defesa-central.
A sua polivalência revelou-se de grande utilidade durante as duas únicas épocas em que alinhou pelo Belenenses.

Montalegre, de aspecto agreste, caracterizava-se por ser um jogador que cultivava uma imagem de jogador duro e agressivo, daqueles que só de olhar atormentam qualquer avançado, mas, Montalegre não era só um jogador afamado, ou não retirasse ele todo o proveito da imagem que projectava.
Assim, demonstrou-se um dos jogadores do plantel mais castigado pela indisciplina.

Dados pessoais do jogador retirados de zerozero.pt