Cadê a goleada?
Muito longe da apregoada goleada do Benfica ao Belenenses na luz, vimos muito colo aos da casa nesta derrota azul pela diferença mínima.
O Belenenses foi claramente superior, dominando o jogo em mais de ¾ do tempo regulamentar. Maior caudal ofensivo e uma movimentação em todos os espaços digna de registo, foi a nota azul. Faltou eficácia, quiçá, querer e a audácia que é protegida pela sorte.
O rigor arbitral não se fez sentir de forma equilibrada, muitas vezes os erros foram compensados de forma contra-natura, bem ao tom da arbitragem condicionada, mesmo assim não terá sido aberrante por ser simplesmente dispensável. A dada altura constacta-se que o Benfica não tinha faltas assinaladas e ao Belenenses o rigor da faltinha ou dúvida aceitável iria estoirar com as estatísticas e o apito inócuo fez-se ouvir a beneficiar o infractor. É assim o nosso futebol!
Disciplinados os azuis souberam colocar em campo o valor que detêem, promissor de uma inversão dos resultados negativos e isso é reconfortante, se bem que pouco realista face ao abismo a vencer, mas nada melhor que acreditar porque António Conceição revelou ter os pés bem assentes na relva e está a conseguir uma postura dos jogadores muito distinta de um passado recente.
Será caso para dizer que o Belenenses saíu da luz vencido e não convencido.
Venha a académica que já não temos nada a temer.