terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Avacalhando

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Orientação em complexos desportivos

No deambular pelo mundo, o Homem regista pontos de referência nos quais se baseia no futuro lendo-os e interpretando-os, orientando-se nem que para tal tenha de criar instrumentos de recurso para apoiar a função.

A Orientação sempre foi uma preocupação do homem desenvolvida em jogos ou exercícios de criança até às provas militares.

Na vida do Homem adquire especial importância, o conhecimento da sua posição em relação à envolvente, este é um factor condicionante do seu comportamento que está associado ao instinto de territorialidade, dando vantagem a quem domina melhor determinado espaço.

Ao pretender encaminhar outrem utilizam-se sinais inteligíveis ao longo de um percurso, que constituiem os meios artificiais face à ausência de referências percebidas anteriormente.

Os sinais são percebidos pelo utente que os procura para fazer face às necessidades de orientação, sendo aqueles, tanto mais eficazes quanto a sua transparência para quem deles não necessita (por ter adquirido os seus próprios) ou pela ausência de dúvidas.

A sinalização de complexos desportivos tem como objectivos, encaminhar os utentes para as diversas áreas públicas e reservadas, bem como proporcionar informação adequada em vários domínios, nomeadamente no encaminhamento de desportistas, na segurança , na oferta de serviços ou de espectadores.

Neste campo a sinalização é frequentemente esquecida ou padecendo de muitos males que vão desde a inexistência de estudos integrados, passando pela má ergonomia até ao desajuste da nomenclatura, pela confusão geradas por publicidade em locais impróprios e não tendo em conta que se destina a utentes de diversas origens e necessidades, fora do seu espaço natural e com um vasto leque cultural e de literância.

Ora a sinalização, enquanto linguagem, pretende transmitir com algum pragmatismo, informação que conduza os utentes ao seu destino, por percursos previamente determinados, estabelecendo um compromisso responsável entre o livre arbítrio, a resposta às necessidades do utente e as reservas próprias de uma unidade desportiva.

O espaço em que se desenvolve um complexo desportivo, determina que a organização da informação se faça numa estrutura hierárquica e se apresente ao utente estrategicamente de uma forma natural e clara, sem ausências ou excessos incentivando a sua consulta pelo reduzido esforço intelectual necessário.

Nalguns países como o Reino Unido a intervenção de um arquitecto para além de lógica é obrigatória, em Portugal por estranho que pareça qualquer pessoa que venda “placas de alumínio a metro” invoca o estatuto de “designer” arrogando o direito de opinar sobre o assunto, mas pior que isso é o facto de muitos responsáveis de instalações não estarem sensiveis ao problema permitindo que tal ocorra atropelos e misturas com publicidade, serviços ou sinalização rodoviária, à revelia das normas existentes e aplicáveis, bem como dos princípios básicos da orientação.

Os complexos desportivos portugueses têm passado por novas políticas de imagem, fruto até dos novos estádios, virados para o futuro onde a humanização e a imagem de um espaço é importante, acreditemos nesse futuro seguindo exemplos inovadores positivos nestas matérias.


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